quinta-feira, dezembro 30, 2004

Para comparar

Notícias de fim de ano em Espanha:

El Gobierno rectifica y aprueba la cláusula de revisión del salario mínimo
El presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, ha querido escenificar en el último Consejo de Ministros del año una rectificación que calmará los ánimos de los sindicatos. El salario mínimo, además de subir un 4,5%, contará con una cláusula de revisión anual similar a la de las pensiones, mediante la cual podrán compensarse los efectos de las subidas de precios por encima de las previsiones oficiales.


El Ejecutivo aprueba el Reglamento de la Ley de Extranjería
El Consejo de Ministros ha aprobado hoy el Reglamento de la Ley de Extranjería, que establece los requisitos para que los inmigrantes residan y trabajen legalmente en España y abre un proceso especial de tres meses para la normalización de los trabajadores en situación administrativa irregular.


El Gobierno aprueba la reforma legal que permitirá las bodas gays antes del verano
El Consejo de Ministros ha aprobado hoy el proyecto de ley por el que se regulará el matrimonio entre parejas del mismo sexo. El texto, que debe ahora ser votado por las Cortes, otorgará el mismo tratamiento jurídico a las uniones homosexuales que a los matrimonios tradicionales. Los plazos legislativos hacen prever que esté aprobado, aproximadamente, en junio.

A todos...

Boas entradas e feliz 2005!

quarta-feira, dezembro 29, 2004

Projectos

Se eu não morresse, nunca! E eternamente buscasse e conseguisse a perfeição das coisas!

Cesário Verde

Estamos assim

Dos dois jornais diários nacionais de referência, a escolha tem de fazer-se entre aquele com uma estranha atracção pelo plágio e aquele onde o comissário político escolhido para a presidência do conselho de administração do grupo editorial assina, com desplante, uma coluna indigente que oscila entre a propaganda e o insulto pessoal.

terça-feira, dezembro 28, 2004

Zapatero 1 - Bush 0

Através do Puxapalavra chego a uma notícia do Público que mostra como a actuação da administração Bush parece servir os interesses do terrorismo fundamentalista internacional.

Leitura especialmente recomendada a todos os iluminados que quiseram impingir a vitória de Zapatero sobre as mentiras de Aznar como um ponto a favor da Al-Qaeda.

segunda-feira, dezembro 27, 2004

Post em jeito de palmada nos ombros

As boas festas que aí ficaram têm tanto de lacónico como de sincero. São sentidas. Têm como destinatários todos os que se cruzam ou cruzaram com este espaço nalgum momento, e até os que nunca por cá passaram. Na realidade, não se esgotam na blogosfera, são extensíveis ao mundo que está aí fora, para lá do teclado e do monitor. Não é, afinal, sobre ele que escrevemos todos os dias? Mas para essas relações, as que não estão dependentes de um acesso à internet, não há nada como desejar as boas festas em pessoa, de preferência com um bom abraço, ou uma palmada carinhosa nos ombros, enquanto se aperta com força uma mão amiga, como que a querer que esses momentos de camaradagem não fujam, não acabem nunca.
Sem surpresa, quando se escreve algo, mesmo algo tão aparentemente desprovido de destinatário concreto, tem-se sempre alguém em mente. Neste caso, pensa-se inevitavelmente nos que se sabe que por aqui vão passando, mais ou menos frequentemente. É pouco, se comparado com tudo o que se recebe por cá andar. Coisa mais acertada seria perder uns minutos para o fazer num tom mais pessoal, nas caixas de correio respectivas. Não aconteceu. Os minutos foram gastos em abraços, em palmadas nos ombros e em apertos de mão cheios de amizade. E em viagens de carro de uns para outros. Não me importava de ter tido mais uns minutos para dar as minhas palmadinhas blogosféricas. Mas entre ligar o computador ou atacar a mesa das sobremesas entre sorrisos familiares, a escolha não foi muito difícil. Espero que compreendam.

quinta-feira, dezembro 23, 2004

Boas Festas

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Nuno, como é que te posso explicar, pá, é um gasto

A verba envolvida [com a publicação feita hoje em vários jornais diários] "não é um gasto, é um investimento", justificou Morais Sarmento.

Não exactamente abulia

Abulia não é bem o termo. Trata-se mais de uma refocagem. Por exemplo, agora tenho mais por companhia os senhores Berger e Luckmann. Convenhamos, está a milhas de distância dos editoriais de José Manuel Fernandes. Mas esta sexta-feira, para não perder por completo o pulso ao país, vou comprar novamente o jornal. Para ler o Inimigo Público, obviamente.

Abulia

Nem o magnífico suplemento de fim-de-ano que saiu com os jornais me deu vontade de os ler.

terça-feira, dezembro 21, 2004

Saudades

...de uma cidade planeada assim.


Romper o marasmo

Reuniram-se uma quantidade de factores que têm condicionado a actualização do blogue. Trabalho, algum. Preguiça, também. Paciência, pouca. E uma dificuldade de readaptação à realidade pós-férias. E, claro, ainda temos o período festivo, que faz apetecer ainda menos baixar os olhos para contemplar e botar opinião sobre o luso rectângulo.

segunda-feira, dezembro 20, 2004

Blanco caliente

Ficou bonito, sim senhor. Sim senhora, para ser mais exacto. Só tem um defeito. Para quem não conheça pode parecer um blogue muito bonito, quando na realidade é um blogue muito bom. Mas isso descobre-se, inevitavelmente, com o tempo e com a leitura.

sexta-feira, dezembro 17, 2004

Absolutamente contra a bipolarização

"Sejamos claros. Sou um acérrimo defensor da bipolarização política entre o PS e o PSD. Como tal defendo também que a lei eleitoral deve ser alterada. A obtenção de maiorias absolutas quer pelo PS quer pelo PSD deve ser a regra e não a excepção.
O PS e o PSD não podem continuar reféns dos partidos à sua esquerda e à sua direita."


Não percebo. Juro que não percebo a razoabilidade desta argumentação. Não consigo conceber como é que uma democracia, toda uma sociedade, fica a ganhar com a bipolarização partidária. Um condicionamento eleitoral que reduz a representação do eleitorado é anti-democrático por natureza.

Já por diversas vezes aqui escrevi a defender a definição ideológica dos partidos e não me apetece estar a repetir-me neste momento. O cnceito da maioria absoluta não me agrada. Não me sinto confortável com os absolutos. Mas compreendo que seja apelativo para os partidos. É mais fácil governar com a segurança de uma maioria unipartidária no parlamento do que ser obrigado ao difícil equilíbrio de negociar coligações ou acordos parlamentares. No entanto, considero que a essência da política pode ser sumarizada numa gestão de interesses com vista à transformação social. Nesta óptica, parece-me desejável que haja uma pluralidade de interesses representada nos locais de poder. Fugir a esta negociação é uma solução facilitista, conformista e, em última análise, uma negação da essência da política.

Compreendo que se discorde destas considerações e que se defenda as vantagens das maiorias absolutas. Mas tenho mais facilidade em fazê-lo dentro do actual sistema eleitoral do que num outro, fruto de uma alteração que pretenda deliberadamente afastar dos locais de decisão um número muito considerável de sensibilidades políticas. A estabilidade, traduzida numa maioria absoluta, pode ser conquistada legitimamente no actual sistema. Não é comum, mas já aconteceu e as sondagens indicam a iminência de poder voltar a acontecer já nas próximas eleições legislativas. O sistema pode não ser perfeito, mas é sem dúvida preferível a qualquer fórmula artificial bipolarizadora.

Tratado das relações amorosas

Tell me why
I love you like I do,
Tell me who
can stop my heart
as much as you,
Tell me all your secrets, and I'll
tell you most of mine,
They say nobody's perfect,
well, that’s really true this time
I don’t have the answers,
I don’t have a plan
All I have is you,
So darling, help me understand
(What we do) - you can whisper in my ear
(Where we go) - who knows what happens after here
Let's take each other's hand as we jump
in to the Final Frontier
I'm mad about you baby,
Mad About You...

quinta-feira, dezembro 16, 2004

Dúvida existencial

Eu sou esse?

quarta-feira, dezembro 15, 2004

Fazer inveja

Um dia depois de regressar de férias, a entidade patronal convida-me a passar um dia laboral na praia.
E aí dentro do escritório? O dia passou bem?

terça-feira, dezembro 14, 2004

Viva Espanha

Voltei.

sexta-feira, dezembro 03, 2004

Hasta luego

Nos próximos dias vou andar por estes lados:



Voltamos a encontrar-nos daqui a semana e meia.

quinta-feira, dezembro 02, 2004

As coisas como elas são

"Devemos meditar um instante sobre as razões que permitiram a ascensão de Santana ao poder.

Creio que somos, em geral, demasiado tolerantes com a mediocridade. Estamos dispostos a dar todo o crédito a um sujeito só porque é bem falante, beija a mão às senhoras e sabe escolher as gravatas.

Os jornalistas achavam Santana - e muitos, ao que vejo, ainda acham - um político temível, porque corresponde ao estereotipo do que eles acham que é a política mediática. Acreditavam - e muitos ainda acreditam - que Santana é um político muito popular e uma fera a ganhar eleições, apesar de as sondagens terem provado a sua fragilidade quando confrontado com as expectativas que criou e de o seu registo eleitoral ser muito mais fraco do que se pretende fazer crer, dado que nem para presidente do Sporting foi de facto eleito."